Curso completo de S&OP e S&OE (30h)
- Descrição
- Currículo
- FAQ
- Revisões
Material baseado no Certificado de Líder-Especialista em Design, Implantação e Gestão de S&OP e S&OE, oferecido pelo CEBRALOG no formato ao vivo e online.
Curso com módulos para iniciantes e para os mais experientes.
Para profissionais de todas as áreas da empresa.
Ótimo para treinamentos corporativos.
Apoio ideal para professores em cursos técnicos, de graduação e em MBAs.
Vários exemplos de empresas em diferentes segmentos.
Aplicações em empresas industriais, de comércio e de serviços.
Planejamento de demanda
Gestão de Restrições das capacidades
Gestão das exceções
Decisões baseadas no negócio
Gestão de estoques
Planejamento de demanda
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Caro amigo leitor, neste artigo não me preocupo em discorrer sobre os benefícios da implantação e gestão eficaz dos ciclos de S&OP. Tão pouco passo em revisão didática sua metodologia ou promessas pois há farta documentação disponível que tratam destes aspectos.
Isto posto, cabe a nós, profissionais atentos às boas práticas da supply chain, termos a maturidade de aceitar que há uma incômoda distância entre os benefícios da teoria amplamente aceita e a prática, frequentemente frustrada, do planejamento de vendas e operações (S&OP). Aceitar este gap nos permite entender os vícios de origem e agir para superá-los.
Confesso que devido ao meu ceticismo sobre o uso de estatísticas sem que tenhamos acesso às formas de obtenção e tratamento dos dados, recomendo a você, leitor inteligente, analisar estas informações além da dimensão quantitativa e perceber o padrão qualitativo camuflado às sobras destes números.
A primeira vez em que a recorrência de insucessos na implantação de ciclo de S&OP me chamou a atenção foi há cerca de dez anos, quando prestava consultoria para uma grande multinacional de bens de consumo. Numa conversa introdutória, desenhávamos os principais eventos do futuro ciclo de S&OP quando percebi certo desânimo numa das participantes da reunião. Ao indagá-la sobre suas primeiras impressões ela balbuciou com indiferença: “mais um vôo de galinha”.
A verdade, soube depois, é que em cinco anos aquela seria a terceira tentativa implantação da metodologia. Nas duas iniciativas anteriores o S&OP foi deixado morrer meses depois, sem alarde, como uma vela que se apaga aos poucos. Não houve ruptura, mas uma lenta erosão, afastamento das pessoas, aumento do descrédito sobre benefícios prometidos e jamais concretizados até que, um dia, não mais estava lá aquele tal de S&OP.
Teria sido este um caso isolado? Ao longo dos anos, atuando em empresas de diferentes portes e segmentos, percebi que o histórico de “vôos de galinha” é e comum. Não raro, para justificar a manutenção do nome “S&OP”, a metodologia é mediocremente resumida às reuniões superficiais incapazes de agregar valor ao negócio.
Diferentes estudos apresentam resultados que confirmam este raciocínio:
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Em 2010 a Gartner descobriu que 67% das empresas não conseguiam avançar além do passo 2 de seu modelo de maturidade de S&OP composto por quatro estágios (reativo, “antecipativo”, colaborativo e orquestrado).
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Em 2012, a consultoria Kinaxis publicou trabalho sugerindo que a maior parte das empresas não supera o segundo estágio do modelo de maturidade de Larry Lapide, também com quatro estágios (marginal, rudimentar, clássico e ideal).
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Em 2013 o portal Supply Chain Insight atestou que 57% das empresas não ultrapassam o estágio 2 de maturidade em seu modelo de 5 passos da Oliver Wight (processos desconectados, processos base, capaz de planejamento integrado, planejamento integrado avançado e planejamento integrado completo).
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Em 2014 um estudo no livro Bricks Matter sugere que 36% das empresas não evoluem – ou avançam lentamente – em seus processos de S&OP.
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A Oliver Wight, num artigo sobre a transição do S&OP para o IBP, reconheceu que a maior parte das empresas travam entre os passos 2 e 3 de maturidade em sua metodologia de quatro estágios para o S&OP avançado (coordenação, controle de processos de negócio, automação e integração).
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Em 2015, um levantamento realizado pela própria Oliver Wight durante um evento em Boston-EUA reuniu 80 profissionais de S&OP e constatou que 56% dos respondentes afirmaram que controles financeiros, incluindo valoração de estoques, não estão contemplados em seus programas de S&OP ou IBP. A mesma avaliação mostrou que cerca de 51% dos respondentes não integram regras de compliance (como a SOX) em seus modelos de S&OP. Estes resultados devem ser analisados a partir do entendimento que a pesquisa, realizada, durante o “IE Group S&OP Innovation Summit”, reuniu executivos experientes. O que então devemos esperar da aplicação desta pesquisa na média das empresas brasileiras, muitas com processos de S&OP liderados por colaboradores ainda com pouca experiência no tema.
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Também em 2015, em nova pesquisa do Supply Chain Insight, observou-se que 72% dos respondentes reportaram dificuldade em obter dados de forma acurada e no prazo, 53% indicaram que o processo estava desalinhado em relação aos objetivos da empresa, 50% assinalou limitado entendimento sobre o S&OP por parte do time executivos e 50% apontou para a falta de recursos capacitados para os momentos que exigian tomadas de decisão.
Numa pesquisa publicada em 2017 pelo site Supply Chain Brain, caso você não trabalhe numa das poucas empresas Best-in-class, seu S&OP está sujeito às seguintes condições:
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40% menos chances de colaborar com o cliente em um nível estratégico;
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38% menos propensos a ter a capacidade de medir precisamente o investimento necessário no inventário necessário para alcançar diferentes níveis de serviço;
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Gestão do ciclo cash-to-cash 35% menos eficiente;
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Performance da previsão de demanda 59% pior;
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40% menos chances de avaliar cenários de planejamento restritos e sem restrições durante o processo de equilíbrio oferta/demanda;
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37% menos chances de responder a eventos em tempo hábil.
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33% menos chances de integrar os processos de planejamento financeiro e orçamento dentro de suas iniciativas de S&OP;
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35% menos chances de alavancar a inteligência do cliente e os processos de planejamento de demanda para melhorar a segmentação de negócios e impulsionar estratégias direcionadas.
Apenas 73% realizam seu processo de S&OP mensalmente ou com mais frequência vs 83% dos Best-in-class; e 79% têm um desempenho superior em nível de atendimento ao cliente contra 93% para os Best-in-class. Todavia, o mais impressionante nesta pesquisa de 2017, é que mesmo as empresas Best-in-Class em S&OP ainda estão com apenas 52% de adoção das estratégias previstas.
Em 2019 a Supply Chain Insights, ao questionar os líderes de grandes empresas com S&OP implementado sobre a performance de seus processos em relação às empresas similares, apenas 35% dos respondentes consideraram seus processos de S&OP efetivos, enquanto 44% consideraram neutro e 22% avaliaram como não efetivos.
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1VEJA este vídeo e entenda o projeto deste curso!Vídeo Aula
Este vídeo explica o processo de construção desde curso e como ele será atualizado até dezembro de 2020. A origem deste curso é um treinamento de S&OP e S&OE online e ao vivo que eu estou ministrando para 226 profissionais de vários estados brasileiros e outros 3 países entre setembro e dezembro 2020, com duração total de 40 horas. Estou selecionando as melhores partes e espero ter entre 25h e 30h de conteudo aqui na UDEMY até o final de dezembro. Acompanhe!
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2Os pilares do S&OPVídeo Aula
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3Indicadores intermediários e de negócioVídeo Aula
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4Modelos de administraçãoVídeo Aula
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5Pressões sobre o negócioVídeo Aula
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6S&OP, S&OE e outrosVídeo Aula
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7Múltiplas perspectivas 1Vídeo Aula
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8Multiplas perspectivas 2Vídeo Aula
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9Case empresa de cosméticoVídeo Aula
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10Case empresa de materiais elétricosVídeo Aula
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11Etapas do S&OPVídeo Aula
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12Ciclo virtuoso e a importância das pessoasVídeo Aula
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13Modelo SNARVídeo Aula
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14Modelos de maturidadeVídeo Aula
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15Dificuldades pelo caminho 1Vídeo Aula
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16Dificuldades pelo caminho 2Vídeo Aula
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17Benefícios do S&OPVídeo Aula
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18Sessão de perguntas e respostasVídeo Aula
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19Introdução ao Pilar 1Vídeo Aula
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20O que é demandaVídeo Aula
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21Demanda no ambiente S&OPVídeo Aula
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22Previsão vs PlanejamentoVídeo Aula
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23O Planejamento e as metodologiasVídeo Aula
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24TerminologiasVídeo Aula
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25Terminologias no contexto do S&OPVídeo Aula
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26Cases de empresas de especialidades quimicas + farmaceuticaVídeo Aula
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27Case de empresa de alimentosVídeo Aula
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28Previsão de demanda (por recursos)Vídeo Aula
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29Limites do S&OPVídeo Aula
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30Acurácia dos métodos de forecastVídeo Aula
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31Case de empresa automotivaVídeo Aula
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32Modelos híbridos - caso realVídeo Aula
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33Consolidação de conceitos e terminologiasVídeo Aula
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34A importância do Planejamento de demandaVídeo Aula
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35Janelas de planejamentoVídeo Aula
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36Case de empresa de bateriasVídeo Aula
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37Decisões a partir do baselineVídeo Aula
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38Níveis de agregaçãoVídeo Aula
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39Case de empresa textilVídeo Aula
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40Case de empresa de bebidasVídeo Aula
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41Definição da agenda (pauta)Vídeo Aula
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42Definição do idiomaVídeo Aula
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43Envolvimento das pessoasVídeo Aula
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44Sessão de perguntas e respostasVídeo Aula
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45Contectando Planejamento de Demanda e Gestão de CapacidadesVídeo Aula
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46Responsabilidades sobre a gestão das capacidadesVídeo Aula
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47Exemplo de recurso: produto acabadoVídeo Aula
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48Exemplo de recurso: matéria-primaVídeo Aula
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49Exemplo de recurso: mão-de-obra no centro de distribuiçãoVídeo Aula
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50Modelo genérico de responsabilidadesVídeo Aula
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51Envolvimento na gestão das capacidadesVídeo Aula
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52Mapa de recursosVídeo Aula
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53Fluxos de tomada de decisãoVídeo Aula
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54Case: setor de fragrânciasVídeo Aula
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55Demanda vs Capacidade: empresa da área de saúdeVídeo Aula
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56Demanda vs Capacidade: empresa de armazenagemVídeo Aula
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57Demanda vs Capacidade: empresa de bens de consumoVídeo Aula
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58Capacidade vs Demana: empresa de ração para petsVídeo Aula
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59Demanda vs Capacidade: importadora de vinhosVídeo Aula
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60Demanda vs Capacidade: empresa de embalagensVídeo Aula
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61Gestão de capacidades: empresa de especialidades quimicasVídeo Aula
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62Terminologias de capacdadeVídeo Aula
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63Gargalo vs RestriçãoVídeo Aula
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64Modelos de manufaturaVídeo Aula
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65Integração MRP, MRP II e ambiente Make to Stock (MTS)Vídeo Aula
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66Integração MRP, MRP II e ambiente Assemble to Order (ATO)Vídeo Aula
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67Integração MRP, MRP II e ambientes CTO, MTO, PTO e ETOVídeo Aula
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68Comparação de modelosVídeo Aula
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69Order Promising System (OPS)Vídeo Aula
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70Case de indústria cervejeiraVídeo Aula
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71Happy hourVídeo Aula
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72Plantão de duvidasVídeo Aula
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73Contextualizando o conceito de exceçãoVídeo Aula
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74Previsão de demanda deve ser irrestrita?Vídeo Aula
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75O papel da liderançaVídeo Aula
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76Exceção vs Decisão Estratégica de NegócioVídeo Aula
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77Exemplo: empresa de saúde animal (parte 1)Vídeo Aula
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78Exemplo: empresa de saúde animal (parte 2)Vídeo Aula
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79Origem da pautaVídeo Aula
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80Case industria quimicaVídeo Aula
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81Definição de padrões (início)Vídeo Aula
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82Boas práticas - Planejamento de DemandaVídeo Aula
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83Boas práticas - Gestão das RestriçõesVídeo Aula
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84Boas práticas - Gestão das ExceçõesVídeo Aula
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85Boas Práticas Gerais (1)Vídeo Aula
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86Exemplo de empresa do agronegócioVídeo Aula
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87Happy hourVídeo Aula